Camila Domingues. Porto-alegrense. Fotojornalista.

Lobão na contramão

Na fotografia não existe fórmula. Normalmente, ao receber uma pauta, já penso nas fotos que vou fazer. Planejo (quando dá tempo) e tento controlar o ambiente a minha volta. Mas em 90% das vezes tudo dá errado. Não que o “errado” seja ruim, simplesmente acontece diferente do que eu havia imaginado. E nesses momentos em que o mundo cai não se tem muito o que fazer. Resta pensar rápido e torcer para ter um pouco de sorte.

Há alguns meses precisava fotografar o cantor Lobão, que estava chegando em Porto Alegre para um show. Foi tudo combinado de última hora, não dava para abusar do tempo dele e a solução foi fazer as fotos logo na chegada, ainda no Aeroporto Salgado Filho.  Pensei que tomaria 20, 30 minutos dele para realizar as fotos. Pesquisei em casa, cheguei antes no aeroporto, criei opções de imagem…tudo certinho. Ele, enfim, chegou. Infelizmente, de Webjet. E cansado. Transformou meus 30 minutos em possíveis 3. Fiz a primeira opção de foto, lá no segundo andar. Não gostei muito e logo pedi para mudarmos para minha outra “locação”, mas ele não quis. Pedi para ele descer em direção ao carro de escada, para eu fotografá-lo entre os andares. Ele não quis. Não queria nada, e era justo. Minha segunda (e última) chance foi na escada rolante. Pedi para ele descer quando não houvesse mais ninguém descendo e olhasse pra mim. Se não desse certo, só tinha aquela outra opção ruim…mas rolou. Pelo que eu tinha acho que ficou bom. Ou justo.

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Uma resposta

  1. As coisas nunca funcionam como a gente gostaria no meio da pauta. Luz ruim, entrevistado de mau-humor, flash dando pau, segurança enchendo o saco, assessor dando pitaco, vôo atrasado, repórter que resolveu a pauta em 30 segundos e acha que já está tudo pronto para voltar ao jornal, isso quando a gente pensou que ia ter no mínimo mais uma meia hora para acertar tudo.
    Esses problemas, e muitos outros, são nossos eternos parceiros. Com tudo isso nas costas a gente busca todo dia criar algo diferente porque, no final das contas, sempre aparece um problema diferente.
    Ou não.

    novembro 23, 2010 às 11:40 pm

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